Sobre a paróquia de Aiuruoca, os documentos não deixam dúvidas que sua fundação data de 1717/1718, a veracidade da informação se depreende do bispo da época, D. Frei José da Santíssima Trindade, que em visita pastoral na Matriz de Aiuruoca em 31/07/1824, deixou este relato. Também temos o relatório datado de 07/01/1830 enviado à Diocese de Mariana pelo Vigário da Matriz de Aiuruoca Pe. José de Abreu e Silva, além da lista oficial dos Párocos de Aiuruoca, documento do século XIX.

O próprio Monsenhor Antônio do Patrocínio Lefort reforça a data em seu Anuário da Diocese da Campanha sobre Aiuruoca, além do também proeminente historiador Cônego Raimundo Otávio da Trindade na sua monumental obra, Instituições e Igrejas do Bispado de Mariana.

O ano de 1728, citado por Monsenhor Lefort, refere-se à criação da Irmandade do Santíssimo Sacramento de Aiuruoca, conforme bem elucidado pelo historiador Dr. Caio César Boschi que é Licenciado em História (UFMG, 1969), Doutor em História Social (USP, 1982). Professor Titular de História do Brasil da Universidade Federal de Minas Gerais. Além do mais, foi em 1728 o ano da criação da Irmandade da Conceição, conforme pesquisa do historiador Ir. José Mauro Maciel, da Congregação do Santíssimo Redentor.

 Eram capelas filiais da Igreja Matriz de Aiuruoca: Serranos/1725 – Alagoa/1730 – Santana da Guapiara/1730 – São Miguel do Cajurú/1741 – Varadouro/1748 – Andrelândia/1752 – Liberdade/1772, – São Vicente/1797 e Bocaina/1830.

Por: Gilberto Furriel

Lista oficial dos padres de Aiuruoca, século XIX, retirado do livro do tombo da Matriz de Aiuruoca.

Fontes consultadas:

  • Visitas Pastorais de D. Fr. José da Santíssima Trindade, Fundação João Pinheiro, Belo Horizonte, 1998, p. 376. 
  • Cônego Trindade: instituições e igrejas do Bispado de Mariana, p. 42.
  • Anuário da Diocese da Campanha, Monsenhor Lefort  – Título Aiuruoca.
  • Aiuruoca nos Setecentos, Historiador Ir. José Mauro Maciel, Congregação do Santíssimo Redentor. P. 116 e 119
  • Históricos Compromissos Mineiros, Dr. Caio César Boschi, p. 75
  • Fotos: Gilberto Furriel